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Livro Cidades do Médio Piracicaba, Nova Era, São Domingos do Prata e João Monlevade, Ontem e Hoje

Livro da Elvira Nascimento e do Mário de Carvalho Neto

06/12/2021 08h37
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Por: Remisson Aniceto
Livro
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Olá, novaerenses, pratenses,monlevadenses!

Livro "Cidades do Médio Piracicaba, Nova Era, São Domingos do Prata, João Monlevade Ontem e Hoje"

Li assim que o recebi autografado em São Paulo, primeiro com a natural pressa da curiosidade; depois reli, com a calma necessária pra descobrir as curiosidades e os detalhes que sempre passam despercebidos em uma primeira leitura. E sempre volto ao livro, para me encantar com a história das nossas cidades de Nova Era, João Monlevade, São Domingos do Prata e as suas vizinhanças.

Este é um livro que vem coroar o trabalho da Elvira Nascimento e do Mario Carvalho. Um importantíssimo e minucioso trabalho de pesquisa documental e fotográfica que veio para mostrar e eternizar a importância desta região do nosso Médio Piracicaba e que, por consequência e como não poderia ser diferente, estende os seus braços para nos deslumbrar com inúmeros detalhes sobre a história de Minas Gerais e do Brasil.

VOCÊS JÁ LERAM ESTE LIVRO? Ainda não? O que estão esperando?
Eu já havia escrito sobre ele outras vezes, mas este livro merece ser indicado reiteradamente, tal a relevância do seu conteúdo para a população das cidades de Nova Era, de João Monlevade, de São Domingos do Prata e, sem dúvida, da população de todos os municípios de Minas e do Brasil inteiro.
Este magnífico livro, eu o recebi autografado aqui em São Paulo quando do seu lançamento.
Quando comecei a ler, fui até ao final quase que de uma só tacada, tantas as boas surpresas que eu ia descobrindo a cada página, nas fotografias e nos textos que as acompanham.
A maioria das fotos atuais são da Elvira Nascimento, e muitas das antigas fotografias de Nova Era, São Domingos do Prata e João Monlevade são do saudoso Ilídio Benevenuto Costa (Diló), pai do Wagner Diló Costa.
Eis um livro que faltava para os habitantes destas três maravilhosas cidades mineiras, um livro que faltava para os mineiros e para todos os brasileiros. Quem o ler, verá que trata-se de uma obra historiográfica importantíssima, cuidadosamente elaborada, com um perfeito casamento entre as fotografias e os textos, e muito bem acabada graficamente.
Sabemos que as ilustrações enriquecem muito os textos de um livro, mas, sem querer desmentir isso, ouso dizer que com o livro em questão ocorre o contrário: a riqueza de cada texto que acompanha as fotografias as valoriza ainda mais. Os textos, neste caso, na minha opinião ilustram as imagens, permitindo que o leitor veja por trás delas muito mais do que elas mostram à primeira vista. Quer comprovar o que digo? Então, primeiro compre o livro. Depois, olhe com cuidado cada fotografia das cidades, das fábricas, das fazendas, dos casarões e das personalidades históricas. Só então passe à leitura e, à medida em que lê, volte às fotografias relacionadas a cada texto.
Você descobrirá, assim, detalhes que não havia percebido na primeira olhada. Os textos, que são riquíssimos porque frutos de intensa e delicada pesquisa da Elvira e do Mario, criam uma ponte para deixar ainda mais nobres todas as fotografias. O que quero dizer é que o que ocorre com muitos livros ilustrados não acontece com esta obra da Elvira e do Mario. Aqui, textos e imagens nunca se dissociam; pelo contrário, fazem um perfeito casamento, se aprimorando dentro das páginas.
Um livro que, ao meu ver, merece ser inserido em todas as bibliotecas públicas brasileiras e nas escolas, nas grades curriculares dos cursos superiores, especialmente nas disciplinas de História do Brasil, de Geografia e de Sociologia.
Uma leitura para, como dizem os autores no texto de introdução, viajar "Do passado ao presente pelos caminhos do rio". E o rio aqui é o Piracicaba, "cujo minadouro brota nas terras altas de Ouro Preto, antiga Vila Rica...", percorrendo 241 quilômetros até abraçar o Rio Doce, entre Timóteo e Ipatinga. O Piracicaba que, me apraz dizer, banha a minha querida Nova Era.
Duvido que o leitor não se encantará ao ler sobre a origem de Minas Gerais, as expedições, a exploração do ouro e da prata, as ferrovias e a Estrada de Ferro Leopoldina, cujos trens vinham de Dom Silvério e seus trilhos passavam sobre a estreita ponte no Piracicaba, em Nova Era; a Mata Atlântica e os jangadeiros do Rio Piracicaba em Nova Era, quando as águas do rio ainda eram volumosas;
a siderurgia que teve seu início com a chegada do engenheiro francês Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade, que veio ao Brasil a convite (por escrito) do médico mineiro Antônio Idelfonso Gomes; as sesmarias e a emancipação do arraial de Santa Bárbara, que em 1891 deixou de ser vila para chamar-se São Domingos do Prata, com a sua comarca sendo instalada em 10 de março de 1892. A origem de São Domingos do Prata, que era conhecida como "cidade de uma rua só", assemelha-se à de Nova Era: Domingos Marques Afonso, ao sair para caçar, perder-se na mata e por vários dias ficar comendo raízes e frutas silvestres, jurou a São Domingos Gusmão que, se encontrasse o caminho de casa, doaria o terreno para a construção de uma capela; e os leitores vão se surpreender ainda com a história da construção das vilas operárias, os relatos sobre o engenheiro luxemburguês João Ensch, o João Paschoal, filho de Jean Monlevade e o episódio envolvendo o governo imperial para a instalação da grande usina siderúrgica a carvão vegetal no município de Rio Piracicaba, usina transferida em 1964 para João Monlevade, quando da criação deste município.
O que escrevi aqui não passa de um aperitivo, uma entrada para o prato principal que é este livro, cujo conteúdo alimentará, e com fartura, a imaginação de quem tem fome de conhecimento da história dos nossos antepassados, das nossas origens, das nossas cidades e da nossa gente de Minas.
Não deixem de ler este livro. Encantem-se com a nossa história. Contem para os seus filhos, netos, sobrinhos, amigos...

Quem não comprou, nem imagina o quanto está perdendo.

Um abraço do Remisson Aniceto 

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Nova Era - MG

Nova Era - Minas Gerais

Sobre o município
Nova Era, fundada pelos bandeirantes, antes conhecida como São José da Lagoa, com aproximadamente 18.000 habitantes, é uma típica cidade mineira, com 318 anos. Atrai visitantes pelos casarões coloniais, pela beleza barroca da matriz de São José erguida no alto da ladeira, pelas peças históricas do Museu, pela Gruta e Lagoa de São José, pelas fazendas da Vargem e outras, pelos pés de jabuticaba nos fundos dos quintais e pelas longas portas de suas casas por onde passa a hospitalidade mineira.s
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