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Efemérides da História de Rio Casca, nova fonte de pesquisa

O livro é um sopro que revolve as cinzas do passado para acender o desejo da pesquisa, da reverência e do amor à terra em que nascemos

04/01/2022 09h23 Atualizada há 3 semanas
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Por: Gilson Oliveira
Efemérides da História de Rio Casca, nova fonte de pesquisa

Efemérides da História de Rio Casca, nova fonte de pesquisa

 

Foi lançado, em 3/12/21, o livro Efemérides da História de Rio Casca, assinado pelo pesquisador Gláucio Batista Vieira, atual presidente da ARCA, Associação Amigos de Rio Casca. O livro, editado pela D&M, com 182 páginas, tem o patrocínio da lei Aldir Blanc e da Prefeitura Municipal de Rio Casca.

Trata-se de um banco de dados que refere personalidades que marcaram a cidade, destacando datas de nascimento, posses (vereadores, juízes, direção do hospital, do asilo, etc), falecimentos,  alguns casamentos, inaugurações. Para isso, foram fontes os jornais antigos como O Rio Casca, da década de 10, o Eco Infantil, década de 30, A Voz de Rio Casca, da década de 50 do século passado, Livros de atas, como da Câmara, da SSVP, do Comercial Esporte Clube, O Rio Casca em Jornal, décadas 70/80, Arquivos da prefeitura, da câmara e de escolas.

O autor Gláucio Batista, popularmente conhecido como Gulau, usou como metodologia a divisão por meses, encadeando as efemérides por ordem cronológica dentro de cada mês.

O registro mais antigo que consta no livro é de 14 de março de 1693, ocasião em que Antônio Rodrigues Arzão, bandeirante, visitou a nascente do rio Casca e encontrou não só o primeiro ouro de Minas Gerais, como também uma casa grosseira de tábuas.

O registro mais recente consta de 21 de novembro de 2021, como a data em que o autor recebeu a biografia de Marleyde de Paula Mucida Miranda, Leidinha, atual vice-prefeita, destacada como a primeira mulher a ocupar esse cargo no município.

Efemérides religiosas são anotadas, como a morte do Mons. Antônio Russo, em 27-01-1986, gramense cuja família  ergueu o laticínio Cotochés, entre outros empreendimentos. Russo foi, além de grande pensador, Vigário Geral da Arquidiocese de Mariana.

Embora o Rio Casca em Jornal tenha dedicado uma edição inteira à ordenação sacerdotal ocorrida na cidade em 02 de julho de 1985, a primeira em solo rio-casquense, atraindo incontável multidão, a pena do escriba deixou escapulir o registro dessa ocorrência. Ou talvez o bom coração de Gulau não quisesse lembrar aos conterrâneos que aquele ordenado pediria dispensa dos votos sacerdotais em 2000, obtendo-a do Papa João Paulo II em 2005. Para aquele ordenado, depois dispensado a pedido, um ato de responsabilidade pessoal normal na burocracia eclesiástica. Para muitos, talvez ainda um tabu intocável. Não é o caso do autor, uma mente evoluída. 

Enfim, o livro é um sopro que revolve as cinzas do passado para acender o desejo da pesquisa, da reverência e do amor à terra em que nascemos. Disposições valiosas nestes tempos de esquecimento do passado, talvez razão de tanta falta de horizonte no nosso presente.

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