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Meio Ambiente? Eu quero um Ambiente por Inteiro.

Somos Parte Integrante do Meio

04/06/2021 16h42
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Por: Sálua Pinheiro Costa
Meio Ambiente? Eu quero um Ambiente por Inteiro.

Em 2008 participei de uma formação do programa educacional do Projeto Genesis de Sebastião Salgado. Para quem não conhece Sebastião Salgado, um dos maiores e mais respeitados fotógrafos do mundo, nasceu em Aimorés, Minas Gerais. Formado em Economia, rendeu-se ao mundo da fotografia em 1973. Trabalhou extensivamente para a imprensa internacional ganhando reconhecimento e muitos prêmios por suas reportagens na África. Na década de 90, mergulhou junto com sua esposa, Lélia Wanick, num projeto de vida que foi o embrião da expedição fotográfica Gênesis: a recuperação de uma propriedade completamente degradada, que hoje é o Instituto Terra, instituição dedicada a constituir o ecossistema florestal da região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

 O objetivo desse projeto foi instruir profissionais para melhor preparar as gerações futuras sobre a necessidade de respeitar a natureza e preservar as culturas e a biodiversidade. Além disso, proporcionar um caminho em potencial para que a humanidade se redescobrisse como parte da natureza. Deram a ele o nome de Genesis porque, na medida do possível, desejavam que fôssemos levados a uma viagem às origens do nosso planeta: ao ar, à água, ao fogo e às espécies animais que resistiram à domesticação e ainda permanecem “selvagens”; às tribos remotas cujos modos de vida permanecem como exemplos das mais antigas formas de comunidades humanas.

Um tempo depois tive a oportunidade de trabalhar mais sobre o tema e, em parceria com uma professora de Arte, elaboramos um projeto chamado: “Meio Ambiente? Eu quero um Ambiente por inteiro”. E mais uma vez levamos os alunos a pensar, a refletir e a questionar sobre o que queriam para seus futuros e como se enxergavam nesse meio. O título nos fez pensar na palavra meio como metade, ou seja, queremos um ambiente pela metade? Será que queremos metade das espécies, metade do ar puro, metade da água, metade do solo, metade das florestas, metade dos nossos pulmões, metade do nosso corpo?

Se a destruição continuar na velocidade que está em breve estaremos com sérios problemas, muito maiores do que os que já temos. E quando eu falo destruição, quero lembrar que não é a destruição “de lá”, é a daqui! Aquela destruição discreta e sutil que acontece quando eu penso que meu “papelzinho” jogado no chão da rua, da praia ou de um caminho qualquer que eu passar não fará diferença! Nem aquelas várias sacolas inúteis que eu não me incomodo de receber juntamente com minhas compras do mercado, ou até mesmo aquele monte de isopor que chega junto com meu delicioso “fast food”.

Como mencionei no texto de semana passada, a questão é, se eu não me perceber como parte integrante do meio, nunca irei mudar minha forma de pensar, de me importar com tudo e todos que estão ao meu redor. Nós dependemos de uma relação de equilíbrio ambiental para que nossa sobrevivência seja garantida e isso é algo totalmente conectado.  E se eu me contento com a metade do meio, me contento com algo desequilibrado que afetará diretamente nossas vidas e com certeza, nunca seremos pessoas plenas, completas no sentido de viver tudo o de melhor que esse planeta tem para vivermos com qualidade de vida. Se não lutarmos pela preservação do meio ambiente, mudando as prioridades e as formas de promover o desenvolvimento, talvez não nos restará nem a metade desse ambiente tão exuberante e incrível que Deus criou para nós.

Mais uma vez quero reforçar aqui que as iniciativas de mudança só dependem de nós!

São simples atitudes de cuidado e zelo com a nossa “casa”, fazendo nossa parte e agindo para que tenhamos um ambiente por inteiro.

A tartaruga da foto de capa desse texto é um dos trabalhos de Sebastião Salgado. Enquanto fotografava a tartaruga-gigante junto à cratera de um vulcão, ele disse: “ela o encarou com a experiência e autoridade de seus 200 anos. Que privilégio!”

Que experiência incrível! Daí deixo uma pergunta para você: ela tem quase 200 anos e viu o mundo mudar. Para melhor?

Faça o que precisa ser feito e como disse Sebastião Salgado:

“Religar-nos com o mundo do início antes que a humanidade o transforme de vez em algo quase irreconhecível...”               

 

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 Bio Transforma - por Sálua Costa
Sobre Bio Transforma - por Sálua Costa
Sálua Pinheiro Costa, natural de Vila Velha/ES, apaixonada pela natureza, trilheira. Graduada em Ciências Biológicas pela UFES, Pós Graduada em Educação Ambiental, esteve professora de Ciências e Biologia por 20 anos de escolas públicas e privadas. Iniciando no Empreendedorismo e em formação para Mentoria. BIO Transforma é um canal que Desperta a Mente para mudanças e Ativa novas Ações. Educação Ambiental Transforma Vidas!
Alto Caparó - MG

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Sobre o município
Localizada na Zona da Mata de Minas Gerais na divisa com o Estado do Espírito Santo, a cidade de Alto Caparaó está aproximadamente a 997 metros de altitude, é pequena, com pouco mais de 6 mil habitantes, porém se desenvolve rapidamente. A cafeicultura e o turismo são as duas principais atividades econômicas do município. Alto Caparaó pertence ao Circuito Turístico do Pico da Bandeira e é um dos portais de entrada para o Parque Nacional do Caparaó (criado em 1961). Com grande potencial turístic
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